XXVI Real FesTA atrai jovens através da cultura e tradição

Uma tuna atua em cima de um palco durante o festiva Real FesTA. Seis participantes estão à frente e dançam com pandeireta. Atrás deles, distribuídos pelo palco, estão os restantes elementos da tuna, que cantam e tocam instrumentos. Atrás, numa projeção, pode ler-se "26.º Real FesTA".

O Real FesTA – Real Festival de Tunas Académicas a D. Dinis, o Trovador regressou a Leiria para a sua 26.ª edição, a 17 e 18 de abril, provando ser mais forte do que as intempéries que abalaram a cidade. Sob o tema “Caminhos de Portugal”, convocou tunas representantes de culturas de várias regiões do país, demonstrando que o espírito académico está presente em todo o lado.

Houve momentos que evocaram as “raízes do folclore e a alma do fado” e reforçaram um “compromisso com a preservação e a reinvenção das tradições culturais portuguesas”, como sublinha Maria Coutinho, presidente da Tum’Acanénica de Leiria e uma das organizadoras do evento.

A ideia de proximidade, raízes e tradições nacionais é partilhada pelos grupos convidados e, como refere Maria Coutinho, alimenta o fio condutor da iniciativa: “Manter vivo um legado que já atravessa décadas e que não queremos que se apague”.

Tiago Custódio, da Quantunna – Tuna Mista da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, descreve a experiência de integrar uma tuna como fazer parte de “uma família adotiva, com muitos colegas emprestados”, e afirma que olha para isso com “alguns sentimentos de ternura e carinho”.

Foi o sentimento de autenticidade que permitiu à organização superar os obstáculos que surgiram fora do palco. As fortes tempestades que atingiram Leiria não só danificaram infraestruturas, como também puseram à prova a resiliência dos envolvidos. “O Real FesTA surge como um momento de união”, observa Maria Coutinho, sendo um dos principais objetivos juntar pessoas através da cultura, da história e do espírito jovem.

Uma tuna atua em cima de um palco durante o festiva Real FesTA. Cinco participantes atiram ao ar pandeiretas com laços de cor azul. Têm os braços esticados, em direção ao teto, à espera de que as pandeiretas caiam, para as agarrar.

A 26.ª edição do Real FesTA encerrou com um balanço focado na continuidade do festival d’O Trovador em Leiria. O evento deste ano ficou marcado por condições climáticas adversas, que exigiram um esforço acrescido de adaptação por parte da organização e dos estudantes. Apesar do mau tempo, a programação foi cumprida, assegurando a preservação desta tradição da comunidade académica local.

Texto: Guilherme Ferreira | Isa Marrazes | Laura Brito | Tatiana Faria
Fotos: Gentilmente cedidas pela Tum’Acanénica.