
Desde 6 de maio e ate 6 de julho, as históricas cisternas do castelo de Leiria acolhem a exposição “Cisterna: Ritmos e Arritmias da Poética Têxtil”, A exposição transformou o castelo de Leiria numa experiência sensorial e colaborativa, desafiando o público a participar numa prática artística que vai além da simples contemplação estética, a mostra une têxteis, saberes tradicionais, ensino superior e comunidade local numa viagem coletiva e transformadora.
Segundo a curadora do projeto, o objetivo principal foi criar uma prática coletiva que envolvesse a comunidade local, o ensino superior e os saberes tradicionais, transformando o espaço histórico num palco vivo de diálogo e memória. “O processo criativo foi orgânico e profundamente colaborativo, onde as vozes das pessoas ganharam corpo nas texturas e sons que ecoam na cisterna”, explica a artista responsável. Esta intenção de envolver ativamente o público resulta numa exposição que desafia a perceção habitual da arte, promovendo uma reflexão sobre a identidade e o território.
O impacto na audiência tem sido marcante. Manuel Silva descreve a exposição como “um espaço carregado de história que, através do som, evoca memórias antigas e sentimentos de introspeção”. Maria Ferreira acrescenta que a experiência trouxe “uma sensação de suspensão, quase como o tempo a abrandar, com ritmos que lembram batimentos cardíacos de uma memória coletiva”. Para João Rocha, visitante que chegou por recomendação, “o ritmo desconcertante da peça reflete a tensão entre passado e presente da cidade, tornando o projeto uma poderosa ferramenta de transformação social”.
“Cisterna” reforça a arte como meio de escuta, pertença e mudança, convidando o público a sentir e pensar o espaço onde vivem de forma nova. A visita é gratuita e aberta a todos os que queiram explorar estas novas formas de expressão artística e comunitária, até 6 de julho.
Texto e fotos: Ana Salazar